O Tritão-Marmoreado ou Tritão-verde (Triturus marmoratus) é uma espécie de anfíbio caudado pertencente à família Salamandridae. O tritão-marmoreado tem cor castanha-escura ou preta, apresentando manchas verdes de forma irregular. Os machos adultos tem uma risca branca ou bege na cauda e apresentam uma crista dorsal durante a época de reprodução. Esta risca é relativamente pequena comparada com as dos seus parentes, os tritões-de-crista, e ligeiramente maior do que a da sua espécie-irmã, o tritão-marmoreado-pigmeu. As fêmeas e juvenis não apresentam crista dorsal, mas sim uma risca vermelha ou alaranjada. A barriga pode ir desde o bege até ao preto, podendo apresentar um número variável de manchas brancas ou pretas.
O tritão-marmoreado pode ser encontrado no sudoeste de França e no norte de Espanha e Portugal. Embora sejam bastante comuns nestas áreas, não são facilmente encontrados pois normalmente permanecem em locais escondidos, como debaixo de troncos caídos, rochas, ou outros locais húmidos. Durante a época de reprodução que vai de Janeiro até Maio, podem ser encontrados em charcos, valas, tanques, poços e outros locais com água estagnada.
Em França, ocorre em simpatria com o tritão-de-crista. A Sul, está em parapatria com o tritão-marmoreado-pigmeu. O limite de distribuição desta duas espécies acompanha aproximadamente o Sistema Central em Espanha, com o tritão-marmoreado ocupando as vertentes Norte e o pigmeu a ocupar as planícies a Sul. Em Portugal, o limite acompanha o rio Tejo até à zona de Abrantes.
A reprodução nesta espécie não envolve copulação, no entanto a fertilização é interna. O modo de reprodução é partilhado com os outros membros do género Triturus. Nos locais de reprodução, o macho realiza uma 'dança' ritual envolvendo sucessivos batimentos laterais com a cauda em frente da fêmea, que permanece relativamente apática durante todo o processo. Depois, o macho deposita um espermatóforo que a fêmea recolherá (embora não sempre) com as patas, e encaminhará para a cloaca. Após a fecundação, formam-se os ovos, que serão depositados individualmente em folhas de vegetação aquática. A fêmea dobra a folha onde depositou o ovo de modo a escondê-lo de predadores.
Alguns dias após serem depositados, 50% dos ovos morrem devido ao chamado síndrome do cromossoma-1. Este síndrome resulta da necessidade, nos tritões do género Triturus de os dois cromossomas 1 terem tamanhos diferentes, embora a razão exacta não seja conhecida. Alguns estudos revelaram que os tritões-marmoreados usam as estrelas para se orientarem a caminho dos locais de reprodução.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Sapo de Unha Negra
O Sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes) é um anfíbio da ordem Anura (Salientia) e subordem Pelobatidae. Este é um anfíbio de hábitos crepusculares, vive enterrado durante o dia (possui hábitos fossadores) em galerias que vão de 6 a 20 cm de profundidade cavadas com duas poderosas "esporas", que são duas calosidades enrijecidas do metatarso nas patas anteriores (de onde provem o nome do animal).
Este anuro apresenta uma coloração pardacenta, normalmente com fundo verde claro e manchas aleatórias acastanhadas ou cor de azeitona, o ventre por sua vez contrasta com o dorso sendo de uma cor mais clara. Possui dois grandes olhos muito proeminentes e pupila vertical, sendo dos poucos apelidados de "sapos" não pertencentes à família Bufonidae (verdadeiros sapos, apresentam glândulas parótidas e pupila horizontal) que se sente relativamente bem dentro de água, pois é um bom nadador, mas preferindo normalmente não entrar nesta.
Na época reprodutiva, nesta espécie, os machos apresentam calosidades amareladas nas patas posteriores que ajudam o macho a agarrar a fêmea, de maior tamanho, durante o amplexo. Estes animais costumam atingir entre 6 a 12 cm de comprimento. Durante esta época reprodutiva (que vai normalmente de Fevereiro a Março) os adultos sexualmente maduros procuram charcos com alguma profundidade para acasalarem e libertarem a prole. Os girinos desta espécie são de fácil identificação pois são bastante grandes, destacando-se das restantes espécies ibéricas.
Esta espécie ocorre na Península Ibérica e parte noroeste de França, em florestas de caducifólias e em terrenos arenosos.
Esta espécie encontra-se ameaçada, tal como tantos outros anfíbios ibéricos devido à perda gradual de habitat, aos atropelamentos nas estradas e à predação das suas larvas por espécies piscículas introduzidas tal como o achigã e a perca-sol.
Este anuro apresenta uma coloração pardacenta, normalmente com fundo verde claro e manchas aleatórias acastanhadas ou cor de azeitona, o ventre por sua vez contrasta com o dorso sendo de uma cor mais clara. Possui dois grandes olhos muito proeminentes e pupila vertical, sendo dos poucos apelidados de "sapos" não pertencentes à família Bufonidae (verdadeiros sapos, apresentam glândulas parótidas e pupila horizontal) que se sente relativamente bem dentro de água, pois é um bom nadador, mas preferindo normalmente não entrar nesta.
Na época reprodutiva, nesta espécie, os machos apresentam calosidades amareladas nas patas posteriores que ajudam o macho a agarrar a fêmea, de maior tamanho, durante o amplexo. Estes animais costumam atingir entre 6 a 12 cm de comprimento. Durante esta época reprodutiva (que vai normalmente de Fevereiro a Março) os adultos sexualmente maduros procuram charcos com alguma profundidade para acasalarem e libertarem a prole. Os girinos desta espécie são de fácil identificação pois são bastante grandes, destacando-se das restantes espécies ibéricas.
Esta espécie ocorre na Península Ibérica e parte noroeste de França, em florestas de caducifólias e em terrenos arenosos.
Esta espécie encontra-se ameaçada, tal como tantos outros anfíbios ibéricos devido à perda gradual de habitat, aos atropelamentos nas estradas e à predação das suas larvas por espécies piscículas introduzidas tal como o achigã e a perca-sol.
Salamandra Lusitânica
A Salamandra-Lusitânica ou Saramantiga (Chioglossa lusitanica) é um anfíbio pertencente à ordem Caudata, endémico do noroeste da Península Ibérica. É a única espécie do género Chioglossa. A sua cauda pode atingir dois terços do comprimento do corpo. Se atacadas, estas salamandras podem soltar a cauda por autotomia, regenerando-a posteriormente. Esta espécie tem várias características morfológicas que as tornam adaptadas a ambientes ribeirinhos, reproduzindo-se em refúgios estivais, tais como minas abandonadas. O seu estado de conservação está actualmente definido como vulnerável pela UICN, dada a degradação contínua do seu habitat, e área de distribuição limitada.Possui um corpo estreito e cilíndrico, raramente ultrapassando os 16 cm de comprimento. Tem uma cauda longa, que nos adultos pode atingir dois terços do comprimento total do animal. Os olhos são protuberantes. As patas dianteiras têm 4 dedos e as traseiras 5. A sua cor básica é o preto e têm 2 listas dorsais de cor dourada ao longo do corpo, que se unem, na cauda. A superfície dorsal pode ter pequenos ponteados azulados. O ventre é cinzento. Quando se sente ameaçada tem a possibilidade de soltar a cauda, que é posteriormente regenerada. É o único salamandrídeo ibérico com essa capacidade.É uma espécie que ocorre em Espanha e Portugal, confinada à área noroeste da Península Ibérica, onde a precipitação é mais acentuada. Na Espanha está presente na Galiza, Astúrias e parte oeste da Cantábria. Está presente na parte norte de Portugal, a norte do Rio Tejo. A população mais a sul situa-se na Serra de Alvelos. Habita regiões com precipitação superior a 1000 mm por ano e abaixo dos 1500 m de altitude. Os adultos preferem zonas junto a ribeiros de água corrente de zonas de montanha onde ocorra vegetação densa e rochas cobertas de musgo. Preferem ambientes aquáticos com pH ligeiramente ácido.
A espécie é considerada vulnerável pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, integrante da Lista Vermelha do UICN.Como em muitas outras espécies de anfíbios, esta espécie está em declínio principalmente devido à alteração e destruição do habitat, modificação do habitat através de desflorestação e alteração da qualidade da água, intensificação da agricultura, drenagem dos locais de reprodução e devido ao uso local de pesticidas, fertilizantes e outros poluentes. As salamandras-lusitânicas foram também afectadas pelo aumento das monoculturas de eucalipto. A manta morta formada de folhas de eucalipto diminui a quantidade de presas e liberta substâncias tóxicas para as salamandras.
No litoral Norte e Centro de Portugal, a perda da qualidade da água deve-se ao desvio de pequenos ribeiros para uso na rega, e para abastecer zonas urbanas e industriais.
Modelos climáticos prevêem que esta espécie, juntamente com outras espécies de anfíbios ibéricos, diminuam a sua área de distribuição nos próximos 50 a 70 anos devidos às alterações climáticas. Os modelos analisados incluem diminuição da precipitação e aumento da temperatura.
A espécie é considerada vulnerável pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, integrante da Lista Vermelha do UICN.Como em muitas outras espécies de anfíbios, esta espécie está em declínio principalmente devido à alteração e destruição do habitat, modificação do habitat através de desflorestação e alteração da qualidade da água, intensificação da agricultura, drenagem dos locais de reprodução e devido ao uso local de pesticidas, fertilizantes e outros poluentes. As salamandras-lusitânicas foram também afectadas pelo aumento das monoculturas de eucalipto. A manta morta formada de folhas de eucalipto diminui a quantidade de presas e liberta substâncias tóxicas para as salamandras.
No litoral Norte e Centro de Portugal, a perda da qualidade da água deve-se ao desvio de pequenos ribeiros para uso na rega, e para abastecer zonas urbanas e industriais.
Modelos climáticos prevêem que esta espécie, juntamente com outras espécies de anfíbios ibéricos, diminuam a sua área de distribuição nos próximos 50 a 70 anos devidos às alterações climáticas. Os modelos analisados incluem diminuição da precipitação e aumento da temperatura.
Salamandra-de-Fogo
Salamandra-de-fogo, salamandra-comum ou salamandra-de-pintas-amarelas (Salamandra salamandra) é uma espécie de anfíbio caudado pertencente à família Salamandridae. É também conhecida regionalmente por saramela, saramantiga ou salamaganta.
A sua pele é característica de cor negra com manchas amarelas. Medem entre 14 e 20 cm de comprimento. As larvas são aquáticas mas o adulto é terrestre. São encontradas em grande parte da Europa central e do sul. Também ocorrem no norte de África.
Habitam áreas com altitudes entre os 400 e os 1000 m.Várias subespécies da salamandra-de-fogo são reconhecidas. As subespécies S. s. fastuosa e S. s. bernadezi são vivíparas. As restantes são ovovivíparas.
Em Portugal existem duas ou mais subespécies: S. s. gallaica e S. s. crespoi (que ocorre apenas na região algarvia).
A sua pele é característica de cor negra com manchas amarelas. Medem entre 14 e 20 cm de comprimento. As larvas são aquáticas mas o adulto é terrestre. São encontradas em grande parte da Europa central e do sul. Também ocorrem no norte de África.
Habitam áreas com altitudes entre os 400 e os 1000 m.Várias subespécies da salamandra-de-fogo são reconhecidas. As subespécies S. s. fastuosa e S. s. bernadezi são vivíparas. As restantes são ovovivíparas.
Em Portugal existem duas ou mais subespécies: S. s. gallaica e S. s. crespoi (que ocorre apenas na região algarvia).
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Rã-Cachorro
Nome Científico: Physalaemus cuvieri
Família: Leptodactylidae
Ordem: Anura
Distribuição: Brasil, Argentina, Paraguai e provavelmente também na Bolívia, Guiana, Uruguai e Venezuela.
Habitat: Ocorre em corpos d'água estagnados junto à vegetação baixa. É comum no cerrado e caatinga brasileira, mas eventualmente pode ser visto em regiões de mata (como as florestas subtropicais e úmidas de baixa altitude), savanas, campos de gramíneas, lagos, terras aráveis, pastagens e até jardins rurais).
Alimentação: Larvas de besouros, minhocas e também outros invertebrados.
Reprodução: As fêmeas depositam de 400 a 700 ovos, envolvidos em uma espuma protetora. Eles ficam aderidos às gramíneas na margem da água. O tamanho e a disponibilidade das poças normalmente influenciam o número de desovas/ano.
Anfíbio de hábitos noturnos, a rã-cachorro tem características físicas muito específicas: a cabeça e o dorso são marrons, com faixas laterais escuras e irregulares, e a parte interna das coxas e a região inguinal (virilha) são avermelhadas. Mas um detalhe, presente só nos machos, chama a atenção: a garganta negra.
É justamente essa composição visual que ajuda a rã-cachorro a se camuflar facilmente no chão coberto de folhas. Geralmente assume posição semi-flutuante nos alagados do terreno. Mas apesar disso, tem como principais inimigos as cobras e os lagartos. A sua vocalização parece um latido de cachorro, daí o nome.
Família: Leptodactylidae
Ordem: Anura
Distribuição: Brasil, Argentina, Paraguai e provavelmente também na Bolívia, Guiana, Uruguai e Venezuela.
Habitat: Ocorre em corpos d'água estagnados junto à vegetação baixa. É comum no cerrado e caatinga brasileira, mas eventualmente pode ser visto em regiões de mata (como as florestas subtropicais e úmidas de baixa altitude), savanas, campos de gramíneas, lagos, terras aráveis, pastagens e até jardins rurais).
Alimentação: Larvas de besouros, minhocas e também outros invertebrados.
Reprodução: As fêmeas depositam de 400 a 700 ovos, envolvidos em uma espuma protetora. Eles ficam aderidos às gramíneas na margem da água. O tamanho e a disponibilidade das poças normalmente influenciam o número de desovas/ano.
Anfíbio de hábitos noturnos, a rã-cachorro tem características físicas muito específicas: a cabeça e o dorso são marrons, com faixas laterais escuras e irregulares, e a parte interna das coxas e a região inguinal (virilha) são avermelhadas. Mas um detalhe, presente só nos machos, chama a atenção: a garganta negra.
É justamente essa composição visual que ajuda a rã-cachorro a se camuflar facilmente no chão coberto de folhas. Geralmente assume posição semi-flutuante nos alagados do terreno. Mas apesar disso, tem como principais inimigos as cobras e os lagartos. A sua vocalização parece um latido de cachorro, daí o nome.
Nome Científico: Rhinella ornata
Família: Bufonidae
Ordem: Anura
Distribuição: Litoral da região Sul e Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná). Fora do Brasil, é avistado na Argentina.
Habitat: Essencialmente na Serra do Mar. Mas pode-se encontrá-lo próximo à residências rurais ou postes com lâmpadas (quanto há áreas com floresta nas imediações).
Alimentação: Insetos (quando eles são atraídos pela luz).
Reprodução: A procriação vai de agosto a setembro (quando tornam-se presas fáceis de morcegos), principalmente em corpos d?água permanentes e/ ou em poças temporárias. Os ovos ficam protegidos num cordão de gel, que é enrolado na vegetação aquática.
Conhecido também por sapo-cururuzinho, este anfíbio mede 83 mm de comprimento (a fêmea).
É encontrado tanto durante o dia nas matas como à noite. A diferença é que no período noturno sua vocalização é mais evidente.
O Rhinella ornata tem importante papel ecológico, sendo responsável por transferir aproximadamente 17,4 quilos em biomassa de energia da água para a terra.
Sua cor frequentemente se confunde com a da vegetação. Mas é bem mais arisco que o sapo-comum.
Como a Mata Atlântica é seu habitat preferido, os desmatamentos deste bioma têm sido responsáveis pelo declínio de sua população.
É encontrado tanto durante o dia nas matas como à noite. A diferença é que no período noturno sua vocalização é mais evidente.
O Rhinella ornata tem importante papel ecológico, sendo responsável por transferir aproximadamente 17,4 quilos em biomassa de energia da água para a terra.
Sua cor frequentemente se confunde com a da vegetação. Mas é bem mais arisco que o sapo-comum.
Como a Mata Atlântica é seu habitat preferido, os desmatamentos deste bioma têm sido responsáveis pelo declínio de sua população.
Perereca Araponga
Nome Científico: Hypsiboas albomarginatus
Família: Hylidae
Ordem: Anura
Distribuição: Na faixa litorânea brasileira, desde o estado do Rio Grande do Norte até Santa Catarina.
Habitat: Mata Atlântica
Alimentação: Insetos.
Reprodução: Apresenta ovos e girinos exotróficos (que se alimentam de nutrientes do meio ambiente) em água parada. Para impressionar a fêmea o macho costuma estufar o papo e coaxar ritmado. Quando há mais de um deles na disputa, a competição pode descambar para a agressão. Ou seja: os machos disputam "no braço" o amor da fêmea.
De porte médio (entenda-se por isso entre 5 a 7 centímetros de comprimento), esta perereca-verde tem um diferencial: seu tom é próximo de um limão-pálido, o que a ajuda a se esconder em meio à folhagem. As membranas interdigitais dos pés e das mãos, além das partes ocultas das coxas, são de cor alaranjada.
Geralmente ela vive em áreas abertas da Mata Atlântica e ainda é considerada abundante neste habitat.
Arborícola, vive na copa das árvores e tem suas atividades centralizadas no período noturno. Durante o dia, costuma dormir. Para cantar, escolhe brejos ou lagos.
O nome "araponga" vem da semelhança com o som da ave quando esta perereca coaxa. Não é só isso: como estratégia de defesa costuma ter duas reações distintas: um grito de agonia e a camuflagem.
Filomedusa
Nome Científico: Phyllomedusa distincta
Família: Hylidae
Ordem: Anura
Distribuição: Região norte de Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo.
Habitat: Áreas florestadas, vivendo nas folhas, próximas a brejos e lagos.
Alimentação: Os girinos se alimentam de algas e restos de animais e vegetais mortos. A alimentação dos adultos é quase exclusivamente carnívora e inclui desde pequenos moluscos, artrópodes e pequenos vertebrados até mamíferos.
Reprodução: Os ovos são envolvidos com gel enrolados nas folhas de árvores, ou arbustos, suspensas sobre a superfície das lagoas temporárias (que secam durante o inverno), no meio ou nas bordas da floresta. Os girinos eclodem entre 07 a 30 dias e caem diretamente na água onde completam seu desenvolvimento, após cerca de 80 dias. As desovas contêm, em média, 172 ovos.
A filomedusa é também conhecida como perereca-das-folhagens. O macho mede 55 mm. Essa espécie tem atividade noturna e seu hábito é arborícola. Sua estratégia de defesa é se fingir de morto.
Na natureza, ela fica camuflada nas folhagens e sua cor é verde. Dessa forma, seus predadores, principalmente as aves, não os notam. É uma das espécies mais comuns da região Sudeste. Consegue viver bem em ambientes alterados pelo homem.
Uma característica que difere as pererecas dos outros anfíbios são os seus discos aderentes na ponta dos dedos para subir em árvores e paredes. Necessitam manter a pele sempre úmida; como parte de sua respiração é feita através da pele, se ela ressecar os poros fecham e as pererecas podem morrer sufocadas.
Os anfíbios são animais de extrema importância para o equilíbrio da natureza: eles controlam a população de insetos e de outros animais invertebrados e servem de comida para muitas espécies de répteis, aves e mamíferos.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Sapo de Chifre
Ordem: AnuraFamília: Leptodactylidae
Nome popular: Sapo de Chifre
Nome científico: Ceratophrys ornata
Distribuição geográfica: Sul do Brasil e Argentina
Habitat: Florestas tropicais
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: Coloca mais de 100 ovos.
Período de vida: Varia de 6 a12 anos
Pode parecer estranho, mas existe um anfíbio conhecido popularmente como sapo de chifre. Na verdade ele faz parte da família das rãs, mas por ser grande e apresentar pele de textura rugosa lembra muito mais um sapo do que uma rã.
Originário do sul do Brasil e Argentina, o sapo de chifre (Ceratophrys ornata) possui elevações acima dos olhos que lembram dois chifres. Estas elevações servem para que ele se mostre ameaçador para suas presas, além de fazer com que seus predadores pensem duas vezes antes de atacá-lo.
Sua coloração varia entre marrom com bege e verde, camuflando se com o ambiente onde vive. Possui aproximadamente 20cm de comprimento, pesando cerca de 500gramas e podendo viver até 12 anos.
Tem hábito noturno e passam praticamente o dia inteiro enterrado em meio a folhas, musgos e capins em solo de florestas tropicais, saindo apenas à noite para se alimentar e procurar fêmeas para acasalar.
Não é fácil diferenciar machos de fêmeas, os machos tendem ser maior, e apenas ele vocaliza para atrair a fêmea, na época de reprodução. O amplexo sexual, ou seja, a cópula entre os anfíbios, ocorre perto de algum corpo d´água. Os ovos permanecem depositados durante alguns dias até que nascem os girinos, que logo se desenvolvem em anfíbios adultos, que nesta espécie se tornarão belas rãs ou melhor, sapos de chifre.
O sapo de chifre também é conhecido por muitos como pac-man (come-come do videogame) pelo tamanho de sua boca e por ser muito faminto. Sua dieta baseia-se em invertebrados, pequenos vertebrados e peixes.
O desmatamento, as queimadas, o aquecimento global, vem destruindo o habitat dos sapos de chifre diminuindo sua população. Os anfíbios em geral são muito sensíveis a mudanças em seu ambiente, muitas espécies estão ameaçadas de extinção e muitas foram extintas, e ele como os outros animais também têm seu papel na natureza, assim é fundamental nos preocuparmos em conservá-los.
domingo, 25 de julho de 2010
Sapinho Pingo de Ouro
Nome Científico: Brachycephalus ephippium
Família: Brachycephalidae
Ordem: Anura
Distribuição: Da Bahia até o Paraná.
Habitat: Matas úmidas (como a Atlântica e a da Serra da Mantiqueira), e também na região de Campinas (SP), em áreas florestais do planalto, com altitude superior a 1000 metros.
Alimentação: Não há estudos sobre sua dieta alimentar.
Reprodução: Os ovos são colocados em pequenas cavidades no solo, sob as folhas, e recobertos por detritos ou terra. A desova, sempre terrestre, é composta de poucos ovos despigmentados e ricos em reserva nutritiva (vitelo).
Conhecido também por sapinho-dourado, pingo-de-ouro e botão-de-ouro, esse sapinho é, como o próprio nome sugere, bastante vistoso. A cor pode estar associada à uma toxina presente na pele (aparentemente usada de forma defensiva contra predadores). Por outro lado, é pequeno. Tem cerca de 2 centímetros de comprimento, com apenas dois dedos funcionais nas mãos (e três no pé). Ao contrário de outros sapos, raramente pula. Costuma caminhar de modo bem peculiar, algumas vezes no chão, outras em bromélias.
Tem hábitos noturnos e diurnos. Por vezes é encontrado em grupo, pela manhã, tomando Sol (sobretudo depois das fortes chuvas de Verão).
domingo, 18 de julho de 2010
Sapo - Garimpeiro
O Sapo - Garimpeiro sapo é bem vistoso, são pertencentes da ordem dos anuros (sapos, rãs e pererecas) o Dendrobates tinctorius medem cerca de 3 a 4 cm podendo alcançar até 6 cm, existe uma coloração bem variada nessas espécies baseada na área geográfica onde estão inseridos, a maioria na Amazônia e floresta Atlantica. A maioria são pretos tanto com manchas verdes como azul claro e listras ou pontos pretos. A estação de reprodução ocorre praticamente em toda temporada de chuvas. Do meio de julho até o meio de setembro, os machos elaboram rituais para atrair atenção das fêmeas. Eles vocalizam um garganteio para que elas se interessem por eles. Uma vez que o ritual de corte se completa a fêmea deposita mais de 40 ovos em folhas. Esses ovos são envolvidos em uma substancia gelatinosa para a proteção contra a dessecação.
sábado, 17 de julho de 2010
Tritão
O Tritão tem a pele lisa e coberta por um muco venenoso que, além de proteger contra predadores, mantém sua umidade. Medem entre 8 e 14 centímetros.
As larvas são vegetarianas e conforme seu crescimento se torna carnívora. Na fase adulta se alimentam de insetos, vermes, crustáceos e moluscos.
A reprodução acontece na primavera. Nessa fase, o macho desenvolvem membranas natatórias nos pés e uma espécie de crista no dorso, que somem assim que termina a fase do acasalamento.
Vivem até 18 anos.
As larvas são vegetarianas e conforme seu crescimento se torna carnívora. Na fase adulta se alimentam de insetos, vermes, crustáceos e moluscos.
A reprodução acontece na primavera. Nessa fase, o macho desenvolvem membranas natatórias nos pés e uma espécie de crista no dorso, que somem assim que termina a fase do acasalamento.
Vivem até 18 anos.
Proteu
O Proteu é um Anfíbio que tem o corpo alongado e possui duas brânquias vermelhas que parecem pernas. Mede entre 20 e 30 centímetros. Possui dois minúsculos olhos quando nascem que, depois de três meses penetram na pele e desaparecem.
O proteu é um anfíbio subterrâneo e parente próximo da Salamandra. Passa toda sua vida como larva.
A reprodução é semelhante a da salamandra, mas não há acasalamento. O macho produz um ‘saco de esperma’ que é colhido pela fêmea. Os ovos se fecundam a medida que são postos.
Alimentam-se de camarões de água doce e resíduo de animais.
O proteu é um anfíbio subterrâneo e parente próximo da Salamandra. Passa toda sua vida como larva.
A reprodução é semelhante a da salamandra, mas não há acasalamento. O macho produz um ‘saco de esperma’ que é colhido pela fêmea. Os ovos se fecundam a medida que são postos.
Alimentam-se de camarões de água doce e resíduo de animais.
Sapo - Cururu
O Sapo - Cururu é uma espécie de Anfíbio muito comum no Brasil, ocorrendo em todo Território Nacional, mais comum de ser visto no Centro -Oeste. É um bicho muito curiosos o macho mede cerca de 140 mm e a fêmea cerca de 170 mm. Existem diferenças de cor e tamanho entre macho e fêmea, diferenciando -se nas cores, o macho é mais claro e a fêmea mais escura . Quando apanhado com a mão pode encolher-se e ficar imóvel, em tanatose (finge-se de morto). Tanto as volumosas glândulas de veneno que não causa a morte, apenas uma irritação, nos olhos se não lavado o local rápido pode levar a cegueira, a tanatose como o veneno, podem ser consideradas como adaptações defensivas. Possui hábitos noturnos, abriga-se durante o dia em tocas entre raízes de árvores, no solo ou entre pedras.Alimenta-se de insetos e não gosta muito de água, indo a mesma somente em época de reprodução onde deposita os ovos. A desova é composta por cordões gelatinosos em fileiras dupla de ovos (raramente única). Os girinos, pretos, vivem em cardumes.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Cobra Cega ou Cecília
A Cobra Cega ou Cecília como também é conhecida, possui caracteristicas morfológicas iguais a de um réptil, mais por íncrivel que pareça É UM ANFÍBIO.Possui hábitos aquáticos e terrestres e diferente dos demais anfíbios possui arcada dentária.
A reprodução é sexuada, podendo a dar uma ninhada com mais de 10 filhotes dos quais dependem inteiramente da mãe que solta um líquido da sua extremidade dos quais os filhotes se alimentam, algumas pessoas pensam que é leite, MAIS NÃO É.Apesar de não serem répteis possuem uma mordida muito forte e extremamente dolorosa, possuindo uma arcada dentária em forma de cerras, NÃO SÃO VENENOSAS.
São encontradas em todo território nacional mas com frequencia no Centro - Oeste, principalmente no Cerrado que é seu habitat.
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